Há 40 anos - 17 de setembro de 1966 - morria Mário Filho. Tinha 58 anos e acabara de viver na Inglaterra uma das maiores decepções de sua longa carreira de jornalista esportivo: o fracasso do Brasil na Copa do Mundo. Um fracasso que punha em xeque uma d...

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Title: Há 40 anos - 17 de setembro de 1966 - morria Mário Filho. Tinha 58 anos e acabara de viver na Inglaterra uma das maiores decepções de sua longa carreira de jornalista esportivo: o fracasso do Brasil na Copa do Mundo. Um fracasso que punha em xeque uma d...
Authors: OGlobo
Source: O Globo (Brasil). 17/09/2006. 1p.
Subjects: Deportes
Abstract: Mário Filho era homem de muitas convicções. Defendia-as com tanta eloqüência que muitas delas, mesmo as mais equivocadas, transformavam-se em verdades históricas. Devia isso, primeiro, ao estilo. Até ele entrar em cena, ninguém escrevera tão bem sobre um assunto que a maioria dos nossos intelectuais esnobava (só mudariam de opinião no dia em que o Brasil se sagrasse campeão mundial). Mas sua capacidade de convencer devia-se também a ser o jornalista que primeiro mergulhou fundo nos mistérios do futebol. Pesquisando, indo atrás da História, tentando entender o ídolo em toda a sua dimensão humana e fazendo desse ídolo o principal personagem de seus escritos (em substituição ao cartola, que antes tinha mais destaque nas páginas que o jogador), Mário Filho, pode-se dizer com segurança, criou a moderna imprensa esportiva brasileira.
Database: Referencia Latina
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Abstract:Mário Filho era homem de muitas convicções. Defendia-as com tanta eloqüência que muitas delas, mesmo as mais equivocadas, transformavam-se em verdades históricas. Devia isso, primeiro, ao estilo. Até ele entrar em cena, ninguém escrevera tão bem sobre um assunto que a maioria dos nossos intelectuais esnobava (só mudariam de opinião no dia em que o Brasil se sagrasse campeão mundial). Mas sua capacidade de convencer devia-se também a ser o jornalista que primeiro mergulhou fundo nos mistérios do futebol. Pesquisando, indo atrás da História, tentando entender o ídolo em toda a sua dimensão humana e fazendo desse ídolo o principal personagem de seus escritos (em substituição ao cartola, que antes tinha mais destaque nas páginas que o jogador), Mário Filho, pode-se dizer com segurança, criou a moderna imprensa esportiva brasileira.